sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Constância

A virtude da constância é imprescindível para o êxito de qualquer empreendimento.

O início de um projeto sempre é cercado de entusiasmo. Seja em grupo ou isoladamente, a idéia nova empolga.

Pode ser uma dieta, um programa de estudos, novos hábitos de vida ou de trabalho.

No início, tudo parece fácil e proveitoso.

Mas gradualmente as dificuldades surgem e começam a impressionar. Pouco a pouco, perde-se o entusiasmo do princípio.

Já não parece tão importante manter o padrão de comportamento eleito. A meta almejada esfumaça-se no horizonte e a pessoa retorna ao estado anterior.

O homem é uma criatura de hábitos. Os hábitos podem engrandecê-lo ou amesquinhá-lo.

A noção das próprias possibilidades por vezes empolga um ser humano. Animado pela idéia de ser melhor, ele traça metas de equilíbrio, paz e progresso.

Para essas metas serem atingidas é necessário constância. E é nas dificuldades que o caráter se refina e se fortalece. Quem desiste ao primeiro empecilho jamais atinge objetivo algum.

Perante as lutas do mundo, importa perseverar no padrão de comportamento considerado ideal. Não é conveniente mudar de atitude apenas para acompanhar a maioria.

Os grandes atletas, pensadores, inventores e homens de sucesso não revelaram sua grandeza de forma repentina.

Sempre é necessário muito estudo, preparação e esforço para a conquista de uma meta.

A exímia bailarina impressiona pela beleza e graça com que executa sua arte. Mas apenas ela sabe o que isso lhe custou em termos de disciplina, renúncia e dores.

Se você tem objetivos, há apenas um modo de atingi-los: trabalhando duramente e com constância.

Sem disciplina, você flutuará ao sabor dos acontecimentos. O que lhe parecer mais fácil você fará. Seus desejos mais profundos não passarão de sonhos, sem qualquer substância.

A aspiração de hoje será abandonada amanhã. A dieta iniciada será esquecida. O projeto de trabalho ou de estudo seguirá o mesmo destino.

De fantasia em fantasia, de sonho em sonho, sua vida passará, e você será uma contínua promessa não realizada.

Para que isso não aconteça, analise o seu proceder. Se constatar leviandade ou instabilidade em seu agir, dedique-se a combater tais características. Estabeleça metas e esforce-se em alcançá-las.

Se quer ser instruído, aprender uma língua, fazer um curso, estude com firmeza.

Se deseja adquirir uma virtude, pratique-a a todo instante.

Caso queira emagrecer ou cuidar de sua saúde, modifique seus hábitos, mas o faça com convicção.

Não se impressione com obstáculos, pois eles sempre existirão. Não se permita titubear e voltar atrás.

Lembre-se do entusiasmo do início. Mantenha-se firme, em respeito ao seu infinito potencial.

Visualize o prazer que a vitória proporcionará. A dificuldade de hoje é a facilidade de amanhã.

Apenas a constância poderá conduzi-lo ao resultado almejado.

Pense nisso e persevere!


domingo, 12 de dezembro de 2010

A real inovação.

Charles Bezerra faz uma crítica ao conceito de linha de produção instalado no modelo de gestão atual das organizações.

Em 1936, Chaplin atuou, dirigiu e produziu uma fantástica crítica ao mundo industrial, que estava em seu auge. Seu filme, “Tempos Modernos”, é um clássico. Uma sátira a tudo o que estava acontecendo. Muitos já entenderam a destruição causada pela onda industrial no meio-ambiente e estão convencidos que teremos que redesenhar tudo novamente para criar um modelo de vida mais amigo do planeta em que vivemos. Porém, poucos ainda se deram conta do estrago que este modelo de pensar industrial causou em nossas mentes. O alerta dado por Chaplin parece que não foi bem entendido.

Para ganhar escala, criamos o conceito da linha de produção, da seqüência e dos processos. Fomos condicionados na ideia de “compartimentalizar” as coisas, ou seja, de tratar com especialidade cada detalhe das partes.

Fomos treinados para fazer a nossa parte e depois ‘passar o bastão’ para os outros. Também fomos muito eficientes em transmitir este modo de pensar. Criamos um sistema de educação massificado, com pouca, ou quase nenhuma, atenção para as diferenças de cada indivíduo.

E como ficamos cegamente apaixonados pela ideia do medir (estávamos sempre buscando otimizar o tempo de cada processo). Também criamos um rígido sistema de avaliação, para ‘quantificar’ o quanto esta maneira de pensar estava sendo assimilada pelos nossos estudantes.

E mais, para reduzir os possíveis desvios, criamos métodos baseados em formulários, os famosos ‘templates’, onde até pessoas menos capacitadas pudessem realizar as tarefas necessárias em seus trabalhos.

Este jeito de pensar industrial também nos trouxe vários benefícios. A especialização permitiu uma revolução tecnológica que nos ajudou a evoluir a quantidade e qualidade em vários aspectos de nossas vidas.
Por exemplo, conseguimos hoje alimentar mais e mais pessoas, nossa expectativa de vida dobrou e descobrimos a cura para várias doenças que ameaçavam nossa existência. Porém, o efeito de escala e o alto grau de especialização parecem ter chegado a um limite crítico. A dose do remédio parece ter sido alta demais e estamos sofrendo vários efeitos colaterais.

Por exemplo, perdemos o costume com o todo. Atualmente, muitos pacientes têm problemas em seus diagnósticos porque os especialistas fornecem pareceres corretos quando vistos de forma isolada, mas errados quando vistos de forma integrada.

Burocratizamos tanto nosso pensar que a muito do que acontece em nossos escritórios se resume a preencher caixinhas. Iludidos, transferimos a confiança e o conhecimento sobre nossas atividades das pessoas para os processos. Vale lembrar que anteriormente não era assim. Todo conhecimento estava nas pessoas.

Antes da revolução industrial, os “Leonardos Da Vinci” da época eram múltiplos e não estavam tão algemados por processos. Tratavam o conhecimento das artes, ciência e tecnologia de forma integrada. Até hoje, a base do conhecimento das comunidades indígenas está nos “Pagés”, que passam as informações para as futuras gerações.
Nosso sistema educacional ficou tão preocupado em medir os resultados que esqueceu de motivar as pessoas.

Assim, ensinamos nossos alunos a passarem em testes e estudarem por notas, e não ‘apenas’ pelo conhecimento. Parece que estamos estudando cada vez mais por notas e trabalhando cada vez mais por dinheiro, e não por que estamos curiosos ou pelo que gostamos de fazer.

Nossa comunicação massificada e superficial cria moda sobre novos termos a cada dia, e caímos em uma sopa de palavras onde pouquíssimos são críticos o suficiente para escapar. E assim, nos sentimos perdidos.

A necessidade de rever este jeito de pensar está ficando cada vez mais clara, tanto para indivíduos quanto para organizações. Diante do atual grau de competição, estamos todos sendo pressionados a inovar e ainda nos perguntamos: por que não estamos conseguindo?

Nossos burocratas acham que dá para tratar inovação da mesma forma que tratamos a qualidade. Porém, qualidade está ligada a eficiência operacional. Todas as variáveis são conhecidas e passíveis de serem controladas. Qualidade tem a ver com o presente. Já inovação, envolve a exploração do futuro na convivência com o desconhecido e na construção do novo.

A verdade é que nos nivelamos por baixo. O pensar industrial nos deixou familiarizados com a ordem e o controle, mas nos tirou a familiaridade do caos e do orgânico. Mas, existe uma beleza no orgânico, fluido e caótico que não podemos ignorar. Temos vários exemplos em nosso dia a dia. Por exemplo, a Wikipédia, que através de uma plataforma de interação conseguiu a difícil tarefa de organizar de forma orgânica o conhecimento em uma fantástica enciclopédia, desafio que gigantes da informática tentaram, mas nunca conseguiram ter sucesso.

Há exemplos de sistemas de entrega de marmitas na Índia que atingem o mais alto grau de qualidade logística, mas que, a primeira vista, é puro caos. Há também exemplos de equipes de futebol, que ganham campeonatos com fluidez adaptativa capaz de uma sincronia que os permitem ganhar de outras equipes de melhor técnica e sofisticados esquemas táticos.

E existem até cidades que aboliram os sinais de trânsito. Abdicaram da ideia do controle e devolveram o poder para as pessoas. E assim, reduziram imensamente o nível de acidentes e aumentaram o nível de cordialidade. A falta dos sinais de trânsito faz com que as pessoas negociem mais e melhor. Uma negociação que não é imposta, mas é real, orgânica e eficiente.

A ciência da complexidade, que estuda os mecanismos que criam e mantém a ordem e o caos nos sistemas adaptativos, já transformou o entendimento científico de várias disciplinas e pode muito nos ajudar no grande desafio de inovar.

Falta acordarmos e fazermos uma radical mudança em nosso modo de pensar. Temos que reaprender a ter prazer em navegar no desconhecido. Todos nós temos o potencial de sermos “Da Vincis” e “Einsteins”. O problema é que não acreditamos mais nisso.

Precisamos de um novo renascimento. Precisamos desaprender muito do que nos foi ensinado e reaprender a curtir a página em branco. Por tudo isso, estou convencido que, intelectualmente, inovação significa conforto com a página em branco.

Texto extraído do portal www.hsm.com.br


sábado, 21 de agosto de 2010

"Eu amo o que eu faço!"

De férias no Rio de Janeiro, saindo do Jardim Botânico, lindo por sinal, peguei um táxi para ir à Vista Chinesa.

No caminho, o taxista foi dando não só informações do local em si, mas também dados socio-econômicos e históricos da cidade e do local. O homem parecia realmente muito culto.

No final de uma das mais agradáveis corridas de taxi que já fiz na vida, o homem me ofereceu um cartão: aqui está, se quiser me chamar outro dia para um passeio ou para ir para ao aeroporto, fique à vontade para me ligar.

No cartão estava estampado: "Winston - telefones xxxx-xxxx"

- Você é descendente de norte-americanos?
- Eu sou norte-americano. Tenho dupla nacionalidade. Até ano passado, morava lá. Minha mulher e meus filhos ainda estão por lá.
- Puxa, como você aguenta longe deles?
- De três em três meses eu passo uma semana por lá. Minha mulher também vem de vez em quando.
- O que você fazia por lá?
- Tinha uma empresa de auto-escola.
- E porque decidiu voltar?
- Eu amo duas coisas na vida: dirigir e o Rio de Janeiro. Não tem graça fazer o que não se ama, mesmo se a gente ganhar menos dinheiro. Passei 12 anos lá, mas não aguentei a saudade dessa cidade maravilhosa. Voltei, comprei um taxi e agora sou a pessoa mais feliz do mundo!

E o melhor motorista de taxi que já conheci, pensei comigo mesmo, enquanto saía do seu carro - na primeira dentre muitas corridas que fiz com ele no Rio de Janeiro.

Parece que a verdade bate como um martelo aqui na Tribo: amor pelo que se faz é obrigatório.

O emprego é o Brasil de Médici: "Ame-o ou deixe-o".

terça-feira, 27 de julho de 2010

O papel da empresa na sociedade

Qual o papel de uma empresa na sociedade? Hoje, vendo as notícias do vazamento de petróleo no Golfo do México e toda a repercussão do episódio, fica mais fácil perceber a relação entre as ações de uma empresa e o impacto para a sociedade. Mas isso nem sempre é tão evidente. Descobrir estas conexões faz parte de um exercício de compreender o papel das empresas na sociedade.

Era esse tipo de discussão que tínhamos quando começamos a falar de sustentabilidade no banco há cerca de 10 anos. Nossa pergunta era: somos responsáveis por emprestar dinheiro para uma empresa que tem seus funcionários em situação irregular ou utiliza madeira ilegal, por exemplo? A resposta é mais clara hoje: sim, as atitudes das empresas causam impactos, mesmo que indiretamente, e por isso, são responsáveis, sim.

Peter Drucker há muito tempo já dizia que as empresas são criadas e dirigidas por pessoas, ou seja, as forças econômicas poderiam até determinar a atuação da direção, mas não determinam o que a empresa pode ser ou fazer. As pessoas é que determinam e tem o poder de decisão. Por isso a importância de nossas escolhas. Ainda mais se levarmos em conta estudos que apontam que entre as maiores economias do mundo, pouco menos de 50% são empresas, em comparação com países.

Entender esse espírito e esta responsabilidade significa ter convicção e comprometimento. É deixar a cultura do “sempre foi assim”, para realizar uma verdadeira transformação e mostrar que não é necessário transgredir, que é possível dar certo, do jeito certo, fazendo a coisa certa.

Gosto muito da frase do filósofo americano Ralph Emerson: "Suas atitudes falam tão alto que eu não consigo ouvir o que você diz”. Em tempos de comunicação online o tempo inteiro, é preciso valorizar a oportunidade de mostrar que suas ações e suas palavras seguem juntas pelo mesmo caminho. Temos que lembrar que atualmente, com celulares, twitter, blogs, não há mais “on” e “off”, estamos “on” o tempo inteiro. E, dessa forma, a transparência é o caminho.

Nós, como profissionais e cidadãos, somos responsáveis pelo mundo melhor que queremos construir. Costumo dizer que temos que deixar um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores para o nosso mundo. Isso significa pensar nos impactos de nossas decisões no dia-a-dia das empresas.

Autor: Fabio Barbosa presidente do Grupo Santander Brasil


terça-feira, 9 de março de 2010

Estratégia

Um senhor vivia sozinho em Minnessota.

Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.

Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.

O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:

'Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorou flores e esta é a época certa para o plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão.
Com amor, Seu Pai.'

Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama:

'PELO AMOR DE DEUS, Pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos'

Como as correspondências eram monitoradas na prisão, às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar qualquer corpo.

Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.

Esta foi a resposta:

'Pode plantar seu jardim agora, amado Pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer no momento.'

Estratégia é tudo!!!

Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que parecem impossíveis.

Assim, é importante repensar sobre as pequenas coisas que muitas vezes nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas vidas.

' Ter problemas na vida é inevitável,
ser derrotado por eles é opcional'