Nestes tempos de grandes mudanças econômicas, que afetam diretamente nossas empresas e o mercado em que atuamos, aliadas as múltiplas denúncias de iregularidades de nossos políticos, nada como relembrarmos Maquiavel.
Este filho de advogado e de uma família de destaque em Florença, era filósofo e político, tinha a visão de um governante, e escreveu um dos mais polêmicos livros sobre política e governança, O Príncipe.
Nele encontramos trechos surprendentementes atuais, colocados à maneira de sua época, e que cito abaixo com minhas modestas anotações.
“deve-se cometer todas as crueldades de uma só vez, para não ter que voltar a elas todos os dias... Já os benefícios devem ser oferecidos gradualmente, para que possam ser mais bem apreciados.”
Desnecessário tecer maiores comentários já que nossos parlamentares e muito gestores utilizam a mesma prática até hoje.
Por um lado, Maquiavel era defensor de táticas severas e cínicas, por outro, ele era um idealista. Por esse detalhe muita gente usou o clichê maquiavélico para as pessoas de má índole, mas na realidade Nicolau Maquiavel não era assim. Ele queria a redenção de sua pátria e sua atitude era muito justa. Na obra-prima de Maquiavel muitos leitores chegam à conclusão de que ela pode ser considerada um guia de conselhos para governantes; Cujo tema central do livro é o de que para permanecer no poder, o líder deve estar disposto a desrespeitar qualquer consideração moral, e recorrer inteiramente à força e ao poder da decepção.
Seu nome virou sinônimo, inclusive na língua portuguesa, de duplicidade e manipulação: “maquiavélico”.
Seu nome virou sinônimo, inclusive na língua portuguesa, de duplicidade e manipulação: “maquiavélico”.
As idéias de Nicolau Maquiavel podem não ter sido morais em diversos pontos mas foram certamente muito influentes. Não devemos segui-las cegamente, visto a sua dualidade, mas podemos pinçar pontos cruciais como a lição de força, a disciplina, a definição clara de objetivos a serem alcançados e o planejamento, além da sistematização para fazer da teoria a nossa prática.
O Príncipe certamente é um livro para governantes e gestores.
Em tempo, Maquiavel deixou as paragens terrestres em 1527.

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