sábado, 21 de agosto de 2010

"Eu amo o que eu faço!"

De férias no Rio de Janeiro, saindo do Jardim Botânico, lindo por sinal, peguei um táxi para ir à Vista Chinesa.

No caminho, o taxista foi dando não só informações do local em si, mas também dados socio-econômicos e históricos da cidade e do local. O homem parecia realmente muito culto.

No final de uma das mais agradáveis corridas de taxi que já fiz na vida, o homem me ofereceu um cartão: aqui está, se quiser me chamar outro dia para um passeio ou para ir para ao aeroporto, fique à vontade para me ligar.

No cartão estava estampado: "Winston - telefones xxxx-xxxx"

- Você é descendente de norte-americanos?
- Eu sou norte-americano. Tenho dupla nacionalidade. Até ano passado, morava lá. Minha mulher e meus filhos ainda estão por lá.
- Puxa, como você aguenta longe deles?
- De três em três meses eu passo uma semana por lá. Minha mulher também vem de vez em quando.
- O que você fazia por lá?
- Tinha uma empresa de auto-escola.
- E porque decidiu voltar?
- Eu amo duas coisas na vida: dirigir e o Rio de Janeiro. Não tem graça fazer o que não se ama, mesmo se a gente ganhar menos dinheiro. Passei 12 anos lá, mas não aguentei a saudade dessa cidade maravilhosa. Voltei, comprei um taxi e agora sou a pessoa mais feliz do mundo!

E o melhor motorista de taxi que já conheci, pensei comigo mesmo, enquanto saía do seu carro - na primeira dentre muitas corridas que fiz com ele no Rio de Janeiro.

Parece que a verdade bate como um martelo aqui na Tribo: amor pelo que se faz é obrigatório.

O emprego é o Brasil de Médici: "Ame-o ou deixe-o".

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